Nosso conceito para
Tecnologia Social
[...] a partir de uma leitura crítica do campo, pode-se propor que Tecnologia Social constitui um processo sociotécnico(1) deliberadamente orientado à democratização da produção(2) e do governo da tecnologia(3), no qual coletivos e comunidades implicados identificam problemas(4), coproduzem soluções(5) tecnológicas, exercendo controle sobre decisões(6) relativas ao seu desenho, ao seu uso, às suas adaptações e às suas formas de difusão. Trata-se de um processo voltado à redução de dependências(7), à ampliação da autonomia(8), à construção coletiva de saber(9) e à produção de conhecimentos situados(10), constituídos a partir da prática(11). Nessa perspectiva conceitual, a TS não se confunde com um artefato “de baixo custo” nem com uma inovação definida por seu “impacto”, e se caracteriza: pela adequação sociotécnica, entendida como reconfiguração integrada da técnica, da organização do trabalho e dos arranjos institucionais; por uma governança coerente com a participação forte, que envolve transparência, descentralização, redes colaborativas e formas não hierárquicas de gestão; por uma sustentabilidade compreendida de modo econômico , socioambiental e político-institucional; e por formas de acesso e escala baseadas no interesse público e coletivo e na reaplicação como aprendizagem e adaptação, e não na replicação acrítica e padronizada. Em consequência, os resultados da TS devem ser avaliados não apenas por outputs, mas pela transformação de capacidades coletivas, pela continuidade dos arranjos de decisão, pela perspectiva de impacto no território e pela ampliação de direitos e de poder social sobre a tecnociência.
(1) Sociotécnico: tecnologia não é só “equipamento” ou “método”; é também pessoas, organização, regras e relações. Tudo isso junto é o que faz funcionar (ou não).
(2) Democratização da produção: a tecnologia é criada com as pessoas envolvidas, e não por alguém “de fora” sozinho. O jeito de fazer e as escolhas são compartilhados.
(3) Governo da tecnologia: quem usa e vive o problema também ajuda a decidir no rumo da tecnologia, definindo prioridades, regras, mudanças tecnológicas ao longo do tempo.
(4) Identificam problemas: o ponto de partida é o que a comunidade reconhece como necessidade real, no dia a dia — não um problema definido apenas por especialistas.
(5) Coproduzem soluções: a solução é construída em parceria, juntando saber popular e conhecimento técnico, testando e ajustando até fazer sentido no lugar.
(6) Controle sobre decisões: as pessoas envolvidas têm poder de verdade para decidir sobre o desenho, o uso, as adaptações e a forma de espalhar a experiência.
(7) Redução de dependências: a ideia é diminuir “amarras” (de fornecedores, de técnicos, de instituições): a comunidade não fica refém para manter, consertar ou evoluir a solução.
(8) Ampliação da autonomia: a tecnologia aumenta a capacidade do grupo de resolver problemas, tomar decisões e seguir em frente sem tutela.
(9) Construção coletiva de saber: o conhecimento não fica com um ator somente; ele é compartilhado, registrado e circula para que mais pessoas aprendam e possam aplicar/adaptar.
(10) Conhecimentos situados: o que funciona depende do contexto. A solução respeita cultura, recursos e condições locais - não é “receita pronta” igual para todo lugar.
(11) A partir da prática: a tecnologia é melhorada a partir do fazer continuado (melhorar fazendo), por meio do qual as pessoas implementam, observam, aprendem, corrigem e aprimoram. O aprendizado vem do uso real e das mudanças ao longo do caminho.
III Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social
A novidade chegou! Em 2026, o nosso III SEPETS já tem data e local confirmados!


III SEPETS em 2026
A terceira edição do Simpósio Brasileiro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia Social acontecerá em Castanhal (PA), no IFPA – Campus Castanhal, entre os dias 25 e 28 de agosto de 2026.
Nesta edição, o evento será realizado em conjunto com o SICOOPES (Seminário Internacional de Desenvolvimento Rural Sustentável, Cooperativismo e Economia Solidária), fortalecendo diálogos e articulações em Tecnologia Social.
Estamos compartilhando essas informações desde já para apoiar a organização pessoal e o planejamento de deslocamento de cada associado(a).
Fortalecendo a Tecnologia Social
Troca de Experiências
Oferecemos suporte para grupos de pesquisa e movimentos sociais, promovendo a troca de experiências e a articulação entre instituições de ciência e tecnologia.
A ABEPETS conecta movimentos sociais e instituições para compartilhar experiências e promover a articulação em Tecnologia Social.
Fortalecimento da Comunidade
Nosso propósito
A ABEPETS conecta pessoas, promovendo a troca de experiências e articulação entre grupos de pesquisa, organizações comunitárias, instituições públicas e privadas, docentes e discentes, fortalecendo a atuação na área de tecnologia social em território nacional.
A Tecnologia Social é entendida como uma prática social que propicia transformações e mudanças sociais, em e por uma comunidade. Nesse contexto, a ABEPETS se dedica a fomentar debates sobre o potencial da tecnologia para impulsionar o desenvolvimento social, destacando também o papel dos diferentes atores e atrizes no processo.
ABEPETS em:
Memórias dos Encontros de Tecnologia Social
Assista ao nossa retrospectivas dos ETS, também disponível em nosso Instagram.

ABEPETS em:
Construindo um outro paradigma tecnológico
Assista ao nosso documentário e conheça mais sobre nossos objetivos.

Depoimentos
João Silva
Maria Clara Oliveira
A Abepets tem sido uma plataforma essencial para o fortalecimento da tecnologia social no Brasil. Através da troca de experiências entre movimentos sociais e instituições, conseguimos articular ações que impactam positivamente nossas comunidades. A colaboração entre diferentes grupos de pesquisa e organizações comunitárias tem sido fundamental para o desenvolvimento de soluções inovadoras e eficazes. Estou muito satisfeito com as oportunidades que a Abepets proporciona e recomendo a todos que desejam se envolver e contribuir para a transformação social através da tecnologia.
A Abepets é um espaço vital para a promoção da tecnologia social, reunindo pessoas e instituições que compartilham o mesmo objetivo. Através de eventos e workshops, temos a chance de aprender e crescer juntos, fortalecendo nossas ações e ampliando nosso alcance. A troca de conhecimentos e experiências é enriquecedora e nos ajuda a enfrentar os desafios sociais de maneira mais eficaz. Estou impressionada com o comprometimento e a paixão dos membros da Abepets em fazer a diferença em suas comunidades.
Processo Colaborativo
Troca de Experiências
1
2
Articulação de Grupos
3
Fortalecimento da TS
A ABEPETS promove um espaço para a troca de experiências entre representantes de movimentos sociais e interessados em tecnologia social, visando a colaboração e o aprendizado mútuo.
Através de encontros e eventos, buscamos articular grupos de pesquisa e instituições, fortalecendo a rede de apoio e a troca de conhecimentos no campo da tecnologia social.
Nosso objetivo é promover a tecnologia social como ferramenta essencial para o desenvolvimento comunitário, unindo esforços e experiências para um impacto positivo nas comunidades atendidas.
Parcerias
A Abepets busca fortalecer a tecnologia social por meio de parcerias com movimentos sociais e instituições, promovendo a troca de experiências e a articulação entre grupos de pesquisa e organizações comunitárias.
Contato ABEPETS
Entre em contato conosco para trocar experiências e fortalecer a tecnologia social. Estamos à disposição para ouvir suas ideias e colaborar com movimentos sociais e instituições.






















